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Sumário
- O que são Metodologias Ágeis?
- Os 4 pilares
- Quais são as vantagens de implementá-las a um negócio?
- Alguns exemplos de Metodologias Ágeis
- Vídeos de apoio
- Quiz
Neste módulo, iremos discutir sobre Metodologias Ágeis, importantes ferramentas para uma gestão eficiente de qualquer negócio.
O que são Metodologias Ágeis?
As metodologias ágeis são uma forma de acelerar entregas de um determinado projeto. Ela consiste no fracionamento de entregas para o cliente final em ciclos menores. Com isso, eventuais problemas podem ser corrigidos mais rapidamente e os planejamentos serem revistos. Apesar de sua aplicação ter iniciado e ser muito comum em equipes de desenvolvimento, a estratégia pode ser utilizada em qualquer tipo de projeto.
Com o foco no cliente final e na entrega de valor, os métodos ágeis visam estimular uma gestão de processos que garanta o controle e possíveis ajustes frequentemente. É uma filosofia que promove o trabalho em equipe, a colaboração entre os funcionários e a inteligência coletiva. Basicamente, os métodos ágeis são um conjunto de práticas eficazes que se destinam a tornar a entrega mais rápida de produtos de alta qualidade, tendo uma abordagem de negócios que alinha o desenvolvimento do projeto com as necessidades do cliente e os objetivos da empresa. Esse processo dá ao cliente a oportunidade de conhecer os resultados do trabalho antecipadamente, aumentando assim a sinergia entre a empresa, o cliente e o projeto.
Os 4 pilares
As metodologias ágeis se baseiam em 4 pilares:
- comunicação — indivíduos e interações são mais que processos e ferramentas;
- praticidade — softwares em funcionamento são mais que documentação abrangente;
- alinhamento de expectativas e colaborações — a colaboração com o cliente é mais que a negociação de contratos;
- adaptabilidade e flexibilidade — responder a mudanças é mais que seguir um plano.
Quais são as vantagens de implementá-las a um negócio?
Apesar de existirem diversas opções de métodos em uma cultura ágil, os impactos na empresa tendem a ser os mesmos. Contar com métodos ágeis é uma atitude que trará benefícios não só para sua empresa, como também para seu cliente. Veja abaixo as principais vantagens que as metodologias ágeis podem gerar para um negócio:
- Aumento significativo na produtividade: De fato o principal impacto na adoção de metodologias ágeis é na produtividade de sua equipe. Como seu principal objetivo é reduzir o tempo de entrega dos projetos, isso contribui para que a empresa tenha um ganho enorme em produtividade. Além disso, em uma empresa que possui uma cultura ágil as equipes são autogerenciáveis, isso faz com que os próprios funcionários se cobrem a respeito de prazos e metas.
- Múltiplas entregas: Outra vantagem importante na adoção de métodos ágeis é quanto às múltiplas entregas que a organização passa a fazer para o seu cliente final. Como na metodologia as entregas são divididas em ciclos menores, a empresa é capaz de gerar valor para seu cliente antes mesmo de o projeto chegar ao fim.
- Qualidade do produto: Os métodos ágeis são baseados no desenvolvimento frequente e incremental. Isso significa que o projeto passa por diversas revisões e correções ao longo de sua elaboração. Esse processo de melhoria constante garante um produto final de qualidade superior.
- Maior engajamento dos colaboradores com o projeto: Trabalhar com métodos ágeis requer uma dedicação maior dos colaboradores. Isso por que em seu desenvolvimento as equipes passam a ser autogerenciáveis, ou seja, os próprios colaboradores fazem a distribuição de tarefas e a cobrança a respeito dos prazos de entrega. Isso acaba resultando em um aumento de foco e engajamento dos profissionais com o projeto.
- Redução de problemas e falhas: Outro benefício importante que vale ser destacado é a redução de riscos e problemas. Ainda usufruindo da divisão em ciclos menores no desenvolvimento do projeto, riscos acabam não sendo tão impactantes. Como os processos são divididos em fases, o reconhecimento de erros e adversidades são enxergados mais rapidamente, o que facilita sua gestão e correção.
- Aumento na satisfação do cliente: Tirando o aumento na produtividade, talvez o principal impacto que a adoção dos métodos ágeis gere para a sua organização seja o aumento da satisfação de seu cliente. Sabemos que todas as empresas estão sempre em busca de garantir entregas que geram valor para seu cliente e que aumentem sua satisfação. Contar com uma cultura ágil favorece isso, pois uma das premissas da estratégia é que o cliente tenha uma participação mais ativa no desenvolvimento do projeto. Sendo assim, tem-se a garantia de que o produto final realmente atenderá às necessidades de quem solicitou.
Alguns exemplos de Metodologias Ágeis
Após entender o conceito das metodologias ágeis e suas vantagens, é vital que você conheça seus principais tipos para avaliar qual o melhor para sua empresa.
Scrum
O que é?
A metodologia Scrum faz parte das metodologias ágeis e é comumente utilizada por desenvolvedores de softwares e sistemas. Trata-se de um método de trabalho realizado a partir de pequenos ciclos de atividades dentro de um projeto. Cada ciclo de atividade é planejado previamente e se chama Sprint, composto por um período de tempo predefinido em que as tarefas devem ser realizadas pela equipe. A metodologia Scrum permite potencializar o trabalho em equipe, acompanhar a evolução do produto, sempre com foco na qualidade da produção e nos prazos estipulados.
Tenha em mente que uma das principais vantagens é que a equipe consegue entregar a produção com maior agilidade, corrigindo problemas ao longo do processo a partir dos Sprints, em que se obtém feedback do usuário. Ou seja: a equipe não espera a entrega final do produto para que o cliente avalie, e sim faz as correções necessárias ao longo da produção, durante os Sprints.
Ela é ideal para equipes nos mais variados cenários, desde times enxutos de desenvolvedores a grandes editorias de uma revista.
Como funciona
Antes de vermos como é o processo, é importante entendermos o papel do Scrum Master: ele é o responsável por ajudar a equipe a compreender inteiramente a metodologia, seus valores, princípios e práticas. Justamente por isso, o próprio Scrum Master deve entendê-los profundamente. Podemos dizer que esse profissional age como o coach da equipe, ajudando-a no desenvolvimento de uma abordagem própria e liderando o processo. Também é função do Scrum Master eliminar os obstáculos que impedem o progresso e a produtividade da equipe.
O processo começa com a visão inicial do produto e um planejamento realizado pelo Product Owner. O Product Owner é o responsável por definir quais recursos e funcionalidades serão utilizados e construídos, além de definir a prioridade de cada um. Ele também estabelece as expectativas em relação ao produto final e comunica à equipe os objetivos do projeto.
Em seguida, esse planejamento é desmembrado nas funcionalidades do produto em uma lista, chamada de Product Backlog. Nessa etapa, é fundamental que o Product Owner defina prioridades para implementar as funcionalidades ao longo do projeto.
A partir dessa definição, o projeto é dividido em ciclos, os Sprints, que geralmente têm de duas a quatro semanas de duração. O Sprint é o período de tempo em que o conjunto de atividades definidas no Product Backlog deve ser colocado em prática.
Antes de iniciar o Sprint, a equipe se reúne para planejar as tarefas a serem implementadas, ter uma visão clara das prioridades e do que se espera do ciclo. As tarefas designadas para cada Sprint são deslocadas do Product Backlog para o Sprint Backlog, ou seja, são listadas dentro do período em que devem ser executadas.
Durante a execução do Sprint, a equipe deve fazer um Daily Scrum: uma reunião diária em que cada colaborador deve pontuar o que fez no dia anterior, o que irá fazer hoje e quais impedimentos existem. E assim o processo segue até o fim do Sprint, momento em que é realizada uma reunião de revisão das funcionalidades implementadas, a fim de validar o produto. Também é nesse momento que se faz uma retrospectiva do Sprint, em que a equipe avalia o processo, identifica necessidades de adaptação e começa o planejamento do novo Sprint.
Esse ciclo se repete até a entrega do produto final ao cliente.
Ilustração do processo de Scrum.
Etapas
- Monte a equipe:
O primeiro passo é montar uma equipe multidisciplinar, capaz de realizar todas as etapas do desenvolvimento do produto. Esse também é o momento de delegar os papéis centrais do Scrum: Product Owner e Scrum Master e, claro, os demais colaboradores que farão parte do time. Lembre-se de que o Scrum Master deve ser alguém com entendimento da metodologia Scrum. - Crie o Product Backlog:
A segunda etapa é iniciar o planejamento no Product Backlog, definindo as funcionalidades do produto e, posteriormente, estabelecendo ordem de prioridade na lista. É importante frisar que o Product Backlog pode ser alterado durante o processo, à medida em que novas necessidades surgem. Essas alterações devem ser feitas pelo Product Owner. - Planeje o Sprint:
Depois, faça o planejamento dos Sprints de trabalho. Qual será o tempo de duração, considerando que eles devem seguir um padrão? Quais atividades serão realizadas em cada Sprint e quem serão os responsáveis por ela? Fazer esse planejamento é essencial para dar continuidade ao processo. - Organize o processo de forma visual:
Organizar o processo de forma visual ajuda a acompanhar o seu andamento, permitindo a verificação do status de cada atividade. É possível, por exemplo, colocar post-its em um quadro dividido ou recorrer a ferramentas digitais de gerenciamento de projetos. - Realize o Daily Meet:
Não negligencie esta etapa, pois as reuniões diárias são fundamentais para analisar o que deu errado e o que foi positivo no dia anterior e para planejar o dia de trabalho da equipe. - Entrega do projeto:
Após passar por todas as etapas e ter realizado todos os Sprints e revisões necessários, entregue o projeto ao cliente.
Lean
O que é?
A Metodologia Lean utiliza alguns princípios e técnicas operacionais buscando sempre reduzir o desperdício de recursos, a melhoria da qualidade e a maximização do valor entregue ao cliente.
As ações se baseiam principalmente na redução de 7 desperdícios: Falta de Qualidade, Espera, Estoques, Movimentação, Transporte, Processos Desnecessários e Superprodução.
A Metodologia Lean nos ajuda a identificar estes desperdícios de uma forma mais clara e também nos oferece algumas ferramentas para reduzi-los.
Exemplo de desperdícios em um hospital.
Como funciona
O Pensamento Enxuto (Lean Thinking) é o responsável por guiar a metodologia e ele se baseia em 5 princípios:
- Valor: Este é o principal princípio e talvez o que pareça mais simples, mas exige bastante atenção. Para começar a desenvolver algo precisamos primeiro conhecer, entender e deixar bem definido o que o cliente vê como valor em seu produto ou serviço. Se você entrega algo que não é aquilo que o seu cliente está disposto a pagar, temos um desperdício, pois basicamente aquilo que agrega valor ao cliente é aquilo que ele se dispõe a pagar. Isso exige estudos frequentes para entender o que agrega valor ao seu cliente e para que você transforme o seu produto ou serviço para melhor adequá-lo.
- Fluxo de Valor: Este princípio está bem ligado ao anterior. Agora que você sabe o que é valor para seu cliente, você precisa olhar para seus fluxos e suas respectivas etapas para identificar o que agrega ou não agrega valor ao cliente, pois aquelas que não agregam são consideradas desperdícios e, portanto, devem ser eliminadas.
- Fluxo contínuo: Depois que foi identificado o valor e os fluxos foram revistos, é necessário que esse fluxo se torne contínuo, ou seja, sem interrupções, trazendo o conceito de rapidez, menor tempo de processamento e fluidez.
- Produção Puxada: Nessa etapa entende-se que deve ser produzido apenas o que o cliente demanda e no momento certo, para reduzir o desperdício de superprodução, ou seja, entregar ao cliente apenas aquilo que é necessário, no tempo certo e com qualidade, sem necessidade de sobras.
- Perfeição: Essa é uma etapa que deve ser eterna para que a perfeição sempre seja buscada através da melhoria continua dos processos, serviços, produtos, pessoas, etc. sempre visando a agregação de valor ao cliente.
Ilustração das etapas do método Lean.
Kanban
O que é?
Kanban é um sistema visual de gestão de trabalho, que busca conduzir cada tarefa por um fluxo predefinido de trabalho.
Em geral, o conceito de Kanban pode ser definido pelos seguintes itens:
- O sistema visual: um processo, definido em um quadro com colunas de separação, que permite dividir o trabalho em segmentos ou pelo seu status, fixando cada item em um cartão e colocando em uma coluna apropriada para indicar onde ele está em todo o fluxo de trabalho.
- Os cartões: que descrevem o trabalho real que transita por este processo.
- A limitação do trabalho em andamento: que permite atribuir os limites de quantos itens podem estar em andamento em cada segmento ou estado do fluxo de trabalho.
Ou seja, o Kanban é um fluxo de trabalho que busca indicar (e limitar) o trabalho em andamento — ou WIP, Work In Progress.
O Kanban pode ser considerado também como uma metodologia ágil exatamente por ter o objetivo de evitar a procrastinação e render mais no dia a dia. Isso acontece porque todo o sistema é pautado de uma forma organizada para tornar o workflow mais produtivo.
Essa lógica de pensamento é muito vista na metodologia lean, onde se evitam desperdícios. A junção desses conceitos pode ser chamada de “lean Kanban”, onde o fluxo de trabalho segue por etapas de forma enxuta.
Portanto, o método Kanban pode ser descrito como um processo para melhorar gradualmente tudo o que você faz.
O Kanban pode ser aplicado em qualquer projeto, seja ele corporativo (independente do nicho e do setor interno, tanto no escritório, como no chão de fábrica ou no setor de vendas), ou mesmo pessoal.
Como funciona e tipos
O Kanban não se limita a apenas um estilo de implementação ou atuação, ele pode se adequar ao que sua empresa mais precisa no momento.
Em geral, essa metodologia é representada por um board, conhecido como Quadro Kanban. Trata-se de uma excelente forma de organizar e priorizar seu fluxo com responsabilidade e transparência. Isso leva a focar em status em vez de datas de vencimento. Você move cada tarefa por diferentes estágios, da esquerda para a direita.
Confira quais são os tipos de Kanban que você pode adotar:
- Kanban de Produção:
No modo kanban de produção, os murais normalmente são divididos em três partes: para fazer (to do), fazendo (doing) e feito (done).
Cada cartão precisa apresentar dados mínimos sobre cada atividade a ser desempenhada:- O que é necessário fazer;
- O prazo para conclusão;
- O responsável por promover a atividade.
As cores podem servir para indicar o andamento da tarefa ou o segmento responsável.
Quando os trabalhos começam, os cartões vão para a etapa posterior, até a finalização dentro do quadro Kanban.
A coluna que estiver com uma vaga em aberto pode receber uma nova tarefa, “puxando” mais um item da linha de produção.
- Kanban de Movimentação:
Para entender melhor o kanban de movimentação, um exemplo claro é o da Toyota, a idealizadora do método.
Vamos supor que a fábrica criasse um lote de 200 veículos.
A produção, porém, só avança a cada vinte carros, cujas fases são: montagem, pintura e acabamento.
O ritmo de produção se torna proporcional ao padrão de consumo e ao giro dos itens.
Quanto maior o consumo e giro, maior a quantidade produzida.
Isso é possível por causa dos recursos humanos e financeiros que são usados de forma responsável e sustentável.
- E-Kanban:
É uma adaptação do procedimento japonês para o ambiente digital.
Esse modelo permite maior agilidade e eficiência para processos de comunicação interna das empresas.
Pode ser adaptado a um software de gestão empresarial ou a sistemas e aplicativos voltados para tablets e smartphones, por exemplo.
Ilustração generalizada do método Kanban.
SMART
O que é e como funciona?
A metodologia SMART é um modo de estruturar a criação de quaisquer metas, de modo a garantir que elas sejam realistas e alcançáveis. A sigla em inglês SMART, cuja tradução é “esperta”, engloba cinco características indispensáveis em uma meta. Veja quais são:
- S — specific (específico), isto é, uma meta precisa ser específica, assertiva, direta. Focar em um único aspecto, diminuindo o risco de interpretações equivocadas;
- M — measurable (mensurável), que é o quanto uma meta precisa ser mensurável para uma avaliação eficaz do processo;
- A — attainable (alcançável), isto é, uma meta deve ser desafiadora e viável ao mesmo tempo;
- R — relevant (relevante), é quanto uma meta deve ser importante para o negócio;
- T — time-related (temporal), uma meta deve ter prazo para conclusão;
Vídeos de apoio
Assista aos vídeos abaixo para reforçar o conteúdo e aprender alguns tópicos não mencionados no texto-base.
- Vídeo #1
- Vídeo #2
- Vídeo #3
- Vídeo #4
- Vídeo #5
- Vídeo #6
- Vídeo #7
Quiz
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